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Fábio Andrade (colaborador)





Atividade física e saúde na terceira idade

Nascer, desenvolver, envelhecer e morrer são características de todos os seres vivos. Assim, com o passar dos anos vão aparecendo inúmeras doenças relacionadas ao processo de envelhecimento. Alguns componentes da célula vão se modificando com a idade e como conseqüência diversas funções biológicas sofrem progressivas degenerações relacionadas ao envelhecimento. Cientistas e estudiosos ate hoje não conseguiram esclarecer sobre os processos do envelhecimento. Possíveis hipóteses como desgaste da capacidade regenerativa dos tecidos, desregulação do sistema imunológico e aumento de radicais livres são apontados como principais fatores.

Com o aumento da expectativa de vida, o Brasil vem crescendo significativamente. Sua população que em 1950 tinha 2,1 milhões de pessoas acima dos 60 anos, em 2000 já eram 14 milhões e a estimativa para 2025, segundo dados do IBGE, é de 31 milhões e 75 anos. Tais dados explicam o crescimento da prática de atividade física e o avanço farmacêutico aliado à medicina.

No Brasil, o trabalho com atividade física dirigido aos idosos é muito recente. E tem como pioneiro, o programa de desenvolvimento social, cultural e desportivo do SESC - Serviço Social do Comercio. Até a década de 70 jamais foram oferecidos trabalhos específicos para indivíduos da terceira idade, que passou a ser denominada melhor idade. As atividades misturavam adultos e idosos, sem respeitar limites individuais e restrições físicas decorrentes da idade. Só a partir do início dos anos 80 é que começaram a surgir programas de atividades físicas voltados especificamente a indivíduos acima dos 60 anos, segundo dados da Sociedade de Geriatria e Gerontologia - SBGG(1999).

Hoje, os idosos se beneficiaram muito com o crescimento do ramo da atividade física e que pode ser facilmente encontrada no mercado. As modalidades mais indicadas são: caminhada (trabalha todo o funcionamento do corpo e o sistema cardiovascular e cardiorespiratório), RPG (reeducação postural), Pilates (alongamentos, priorizando a flexibilidade), natação (excelente para o sistema cardiorespiratório), hidroginástica e a mais polêmica no grupo dos idosos, musculação.

A musculação, principalmente no grupo dos idosos e cardiopatas, vem no século XXI com toda força demonstrando sua eficiência com o que se conhecia como disfunções relacionadas ao envelhecimento. Essa modalidade física vem explicitar sua grande importância em relação ao fortalecimento dos membros, ligamentos e tendões. Auxilia na diminuição da perda de massa muscular decorrente do processo deletério do envelhecimento, prevenindo o Alzheimer e auxiliando na diminuição da perda de cálcio nos ossos, uma das características da osteoporose, que vem atingindo muitos idosos no Brasil.

Ter uma dieta balanceada - rica em nutrientes como verduras, frutas e leguminosas, cereais integrais, frutas oleaginosas, ajuda na fixação do cálcio nos ossos, protege o sistema circulatório e diminui o processo do envelhecimento por conter também substâncias antioxidantes. Evitar sal refinado, sopas industrializadas (glutamato monossódico), adoçantes artificiais, açúcar branco, gorduras (animal e margarina), bebidas gaseificadas e álcool vai proporcionar o bom funcionamento do corpo.

Conclusão: a prática regular de atividade física é o meio mais eficaz na melhoria da capacidade funcional de indivíduos com idade avançada, agindo como ação preventiva por reduzir a probabilidade de doenças, incapacidade física e mortalidade. E mais: proporcionar sensação de bem estar e maior autonomia para realizar suas atividades diárias.

Salvador, 16 de março de 2010

Fábio Andrade (personal trainer)
Cref.: 5394-G/BA
Celular - 99525727